DONEGÁ PEDE E CÂMARA ABRE COMISSÃO PARA APURAR DENÚNCIAS

Publicado em: 05 de setembro de 2011

 Depois de pedir da tribuna para que sejam abertas as duas Comissões Processantes para apurar supostas irregularidades enquanto presidente da Casa na gestão passada, e de ter aprovado requerimentos em que se colocou em “suspeição”, o que o impede de participar das comissões e das votações, o vereador Donegá Neto (PRB) vai ser investigado.  A Câmara aprovou nesta segunda-feira (5), por unanimidade, a abertura das CPs solicitadas pelo advogado Silvio Martins, assessor do prefeito Junior Ricci (PDT), contra o vereador.

O departamento jurídio da Câmara havia dado parecer contrário, mas em seu pronunciamento Donegá disse que prefere que a denúncias sejam apuradas. “Faço questão que a Câmara abra estas CPs, porque eu tenho como provar que não houve nada de ilegal, apenas um contratempo causado com o falecimento do antigo contador e um mal entendido quando eu trabalhava na campanha de Clóvis Chaves”, disse.
No lugar de Donegá entrou o suplente Luiz Roberto Nogueira, o “Maionese”.
O advogado Silvio Martins protocolou as duas denúncias no dia 31 de agosto, a primeira apontando que a Câmara emitiu, em dezembro de 2010, cinco cheques do Banco do Brasil, que voltaram por insuficiência de fundos, nos valores de R$ 2.237,53, R$ 702,86, R$ 2.975,84, R$ 702,86 e de R$ 252,72.
“Isto ocorreu depois da morte do contador da Câmara. O novo contador, no momento de preencher os cheques para a devolução do saldo total à Prefeitura, emitiu um no valor total a ser devolvido somente do Banco do Brasil, sendo que R$ 30.000,00 estavam depositados na Caixa Federal. Com isso, alguns cheques emitidos contra o Banco do Brasil, correspondentes a pagamentos efetuados na última semana do ano, foram devolvidos. Transferidos os R$ 30.000,00 da Caixa Federal para o Banco do Brasil, o equívoco foi sanado e todos os cheques foram pagos, inclusive a totalidade da quantia destinada à Prefeitura”, explicou
A outra denúncia seria de uso indevido do carro da Câmara Municipal para serviço pessoal, em setembro de 2010, que estaria supostamente a serviço do então candidato Clovis Chaves a deputado estadual. “O Jornal Bom Dia me fotografou entrando no carro da Câmara, mas não havia nenhum material de campanha. O próprio jornal checou minha versão”, afirma.
“Entendo que são momentos delicados, e que tais denúncias nasceram do momento em que a Câmara abriu uma Comissão Processante para investigar suposta infração política administrativa contra o prefeito”, finalizou.
A CP dos cheques ficou formada por Luiz Carlos Maranata (presidente), Cleuza dos Santos (relatora) e Carlos Fernando (membro). A do veículo por Edilson de Oliveira (presidente), José Roberto Felício (relator) e Cleuza dos Santos (membro).

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Publicado por: Assessoria de Imprensa

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