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Primeiro interrogado foi o diretor operacional da Sanessol, Antônio Hércules Neto / CMM
22/06/2020
Em primeira oitiva, Comissão questiona sobre investimentos efetivos no saneamento básico de Mirassol

No primeiro dia marcado para as oitivas da CPI que investiga os investimentos da concessionária Sanessol, os vereadores interrogaram o diretor operacional da empresa, Antônio Hércules Neto, que chegou acompanhado do advogado. A reunião foi dirigida pelo presidente da CPI, Sergio Junior Henrique, que fez as primeiras perguntas.
Algumas respostas foram dadas com a ajuda do advogado da empresa, Fernando Garavini, e muitas não convenceram os vereadores. “A gente precisa de uma planilha detalhada sobre onde foi gasto a somatória que eles apresentaram no valor de R$ 60 milhões. Vamos investigar a fundo esses investimentos: o que é e não de fato investimento”, afirma o presidente da CPI.
O relator da Comissão, o vereador Ademir Massa, também acompanhou o depoimento e fez questionamentos sobre os valores apresentados. “O que nós vemos é que tudo feito pela Sanessol sai do bolso do povo. Então ela como empresa, uma concessionária, tem a responsabilidade de investir, mas com a sua arrecadação e não usufruindo do povo”, diz Massa.
As reclamações sobre os preços das tarifas praticadas em Mirassol é uma reclamação antiga de quem mora na cidade, assim como a reivindicação para reavaliar o contrato firmado entre a Prefeito de Mirassol e a empresa. A empresa alega que ainda tem para receber dos cofres públicos R$ 60 milhões, mas os vereadores querem saber quais são os investimentos efetivos no serviço prestado à população.
“Nós vimos lá: pagamento de advogado, compras de veículo, móveis, computador, pagamento de vigia. O que nós (munícipes) temos com isso? Investimento não é manutenção, porque eles colocam tudo, deixando manutenção como investimento. Queremos dividir isso, porque nós sabemos que investimento é realmente aquele na água e no esgoto”, destaca o presidente da Casa, Marcão Alves.
Em nota, a Sanessol disse que “segue rigorosamente o contrato de concessão assinado com a Prefeitura de Mirassol. Toda a atuação da concessionária é acompanhada permanentemente pela Agência Reguladora dos Serviços de Água e Esgoto de Mirassol (Arsae) e está sempre à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas da população ou do poder público”. A empresa ainda ressalta que “seu trabalho está pautado nos valores da transparência, eficiência e inovação”, finaliza a nota.
A empresa Sanessol tem agora 10 dias para apresentar todos os documentos referentes às construções das três estações de tratamento de esgoto no município.
O segundo intimado que iria depor na CPI, o secretário municipal de Planejamento Urbano, Antônio Carlos Doimo, não compareceu por problemas de saúde e será ouvido em outra data.
“Será remarcada essa data e também terá um representante da Arsae que será ouvido. Após isso, pode ser que sejam pedidas mais algumas diligências ou então se for suficiente, expeça–se o relatório, dando uma definição para essa CPI”, informa o assessor parlamentar da Câmara, Silvio Martins.

Reportagem TV Câmara de Mirassol

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